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Os desafios do recém-bacharel de direito na entrada no mercado de trabalho

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Fonte: Jornal Jurid

1 INTRODUÇÃO
O tema de pesquisa proposto teve como principal estímulo para o presente estudo, os motivos que determinam a grande procura dos jovens brasileiros ao curso de Direito e os efeitos dessa ampla demanda após a conclusão do bacharelado, tendo enfoque nos desafios enfrentados por esses recém formados ao adentrar no mercado de trabalho. O curso de Direito é a área com maior número de acadêmicos no Brasil, seguida por administração e medicina, instituindo um questionamento e discussão para os motivos que ocasionam essa realidade.

As primeiras escolas de Direito no país surgiram no 1⁰ Reinado, sendo sediadas nas cidades de São Paulo e Olinda, motivadas pela necessidade de nortear a nova nação soberana, possibilitando a existência de seus próprios operadores de Direito como também a criação de um legítimo ordenamento jurídico do Brasil, desprendendo-se das influências das faculdades portuguesas.

Ao decorrer da trajetória histórica, o Brasil atingiu a marca de mais de 1.200 cursos superiores de Direito. Com esse número, tornou-se a nação com mais cursos em todo mundo, conseguindo ser superior a soma total de faculdades de Direito no planeta, que chega acerca de 1100 cursos. Esse fato, acaba por colaborar para a liderança do Direito como uma das faculdades mais almejadas nos dias atuais.

Outro aspecto que justifica a alta requisição do curso, é o fato de proporcionar diferentes seguimentos na carreira profissional, permitindo que o indivíduo opte pelo caminho que mais o agradará no final da conclusão do bacharelado. Outro fator influenciador na fundamentação dessa escolha é o prestígio e valorização da sociedade para com a figura do operador do Direito.

Dessa forma, o número de estudantes da área de Direito continua a aumentar a cada dia, levantando um alerta para as consequências dessa intensa quantidade de profissionais no ramo. Essa realidade acarreta em uma grande concorrência dos novos bacharéis de direito no mercado de trabalho, que apesar de possuírem diversas opções de carreira, enfrentam grandes desafios ao se consolidar na área profissional de escolha.

Sendo assim, o recém bacharel acaba por lidar com obstáculos na iniciação profissional, realidade vista tanto na opção por aprovação em um concurso público quanto na escolha de exercer o ofício de advogado. No que se refere a preferência por concurso, o concluinte encontra-se submetido a uma imensa concorrência, disputando poucas vagas com candidatos cada vez mais preparados e qualificados. A grande procura por esse segmento é motivada pelos bons salários oferecidos, além da estabilidade proporcionada. Entretanto, muitos recém formados demonstram fragilidade e pouco preparo, ocasionado pelo fraco ensino de algumas faculdades, com também, o desinteresse do indivíduo em se aprofundar e enriquecer conhecimento no decorrer de sua graduação, acabando por concluir sua formação com um nível de aprendizado chulo.

Esse perfil negativo do graduando também reflete nas dificuldades enfrentadas ao optar pela carreira de advogado. Inicialmente, o desafio a ser superado é a aprovação no Exame da Ordem (OAB), que se tornou um pesadelo para muitos bacharéis. Logo após o sucesso na aprovação no exame – o efetivando legalmente como advogado – o indivíduo ainda enfrenta o obstáculo de adentrar em um mercado de trabalho saturado, possuindo pouco preparo e sem experiência, tendo que concorrer com advogados já consolidados na profissão.

Tendo em vista a problemática abordada, esta pesquisa contribuirá para com os acadêmicos e graduandos do curso de Direito ajudando-os a superar as dificuldades de inserção no mercado de trabalho, através da compreensão dos fatores que ocasionam tais dificuldades e da busca de soluções eficazes para resolvê-los. No que diz respeito à relevância científica, esse estudo investigou o tema numa perspectiva sociológica destacando os efeitos das preferências e comportamentos dos indivíduos no meio acadêmico, como também, no mercado de trabalho. Referente à contribuição cientifica, foi escolhido um assunto com relevância social e acadêmica, que ofereceu maiores esclarecimentos acerca do fato, e deu um parâmetro geral sobre o mercado de trabalho relacionado a carreira jurídica.

Referente aos objetivos contidos nesse artigo, no que se referiu ao aspecto geral, buscou-se conhecer os principais desafios enfrentados pelo recém-bacharel em direito na entrada do mercado de trabalho brasileiro, tendo observado a postura do profissional frente a tais impasses. Já no que se explana sobre os objetivos específicos, se averiguou o perfil do recém-técnico de direito brasileiro, descreveu-se pesquisa de dados sobre os desafios enfrentados pelos novos profissionais no mercado de trabalho e analisou-se o comportamento do profissional diante das dificuldades enfrentadas nesse mercado.

O problema enfrentado e refletido nesse presente artigo referiu-se a busca de respostas dadas ao surgimento do questionamento sobre quais foram as consequências geradas aos novos profissionais do Direito ao ter enfrentado desafios na inserção no mercado de trabalho.

Procurando compreender a realidade enfrentada pelos novos profissionais da área de Direito no mercado de trabalho, o presente estudo objetivou-se em reconhecer os desafios, entendendo as consequências geradas pelos mesmos, aos recém-bacharéis na iniciação de suas carreiras. Por meio desse propósito, lidou-se com a seguinte hipótese: muitos formandos da área do Direito acabaram por encarar obstáculos na entrada ao mercado de trabalho. Essa realidade foi proporcionada pela saturação existente nesse segmento, além da falta de capacitação e experiência frente a outros colegas de profissão já veteranos e consagrados. Ademais, teve-se a preocupação com os possíveis problemas gerados, tendo como exemplo a desvalorização da classe e a escolha radical em mudar de segmento profissional.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE DIREITO NO MEIO SOCIAL

O homem é um animal dotado de racionalidade, característica que o condiciona a ter necessidade de viver em conjunto. A partir disso, a sociedade foi sendo constituída e desempenhando o papel de aculturação dos indivíduos, fator que exigiu a criação de uma ordem social que permitisse a garantia da harmonia entre os sujeitos. Assim, o surgimento do Direito veio como ferramenta para a preservação do equilíbrio social, proporcionando o apaziguamento e solução de conflitos entre indivíduos ou entre estes e o Estado.

É evidente que o Direito passou por transformações ao decorrer dos tempos, tendo mudanças estruturais e comportamentais no que se refere ao trâmite jurídico, entretanto, não deixou de ter a sociedade como principal causador da necessidade do exercício de suas funções. Segundo Vilhena (2017, p.9):

A função do Direito e sua estrutura interna também vêm se transformando profundamente no último século. Se no passado o Direito tinha como função essencial a estabilização de expectativas, por intermédio da aplicação de regras e precedentes previamente estabelecidos, no mundo contemporâneo o Direito passou a ser utilizado de forma cada vez mais corriqueira como instrumento de transformação e conformação da vida social, cumprindo aos seus profissionais responder e colaborar para a solução de problemas complexos que afligem a sociedade[…]

Sendo assim, junto com a rápida mudança na realidade sociocultural veio o aumento da necessidade do exercício do operador do Direito, justamente pelo crescimento das complexidades das interações interpessoais. Tal profissional surgiu com a finalidade de garantir e manter a ordem social, de forma que a justiça seja posta sempre em primeiro lugar.

A cada dia que passa o indivíduo se torna mais individualista e egocêntrico e, dessa forma, traz como uma das consequências a crescente realidade regada por injustiças. A partir desse pressuposto é possível notar que além do papel de manter a ordem social, o operador do Direito passa a ter também a função de batalhar por significativas transformações. A lei está positivada e escrita para aqueles que desejam lê-la, mas quando se trata de possibilitar a atuação da justiça, é exigido além do conhecimento das normas em sua substância. É imprescindível o desejo de proporcionar isonomia, bem como conhecimentos diversos para compreender que a justiça vai além das leis.

Nesse entendimento, o papel dos advogados, desembargadores, juízes, promotores e entre outros, é muito mais que desempenhar o ofício óbvio que é lhe imposto nas universidades. O operador do Direito deve atuar fortemente na luta pela garantia dos direitos dos cidadãos. Ele não pode trabalhar para si, mas sim para a sociedade, visando sempre o bem comum.

Entretanto, com o passar dos anos, o Poder Judiciário, por vezes, tem corrompido a verdadeira função do Direito e tal situação acaba por trazer como consequência a perda da estima dos operadores de tal ciência. Isso porque alguns indivíduos insistem em usar o Direito como ferramenta para o alcance de objetivos pessoais. O compromisso do profissional para com a sociedade é de suma importância e, justamente, por essa importância, não há de forma alguma espaço para egocentrismos e individualidades, mas apenas para a ética profissional. Segundo Diniz, (1998, p. 437), explana que a Ética profissional se conceitua como:

Complexo de princípios que servem de diretrizes no exercício de uma profissão, estipulando os deveres que devem ser seguidos no desempenho de uma atividade profissional. O ensinamento ético na vida profissional jurídica são de extrema seriedade, sendo que o advogado exerce importante função social, uma vez que o seu interesse é para com a coletividade, nesse sentido é essencial à existência de normas Éticas, assegurando a publicidade, oralidade e igualdade.

2.2 REALIDADE DO MERCADO DE TRABALHO NA CARREIRA JURÍDICA BRASILEIRA

É notório que o direito em si possui suma importância na convivência social, justamente por regular e aplicar as normas e princípios que regem determinada nação. Então, por isso, é inegável que a existência do operador de direito é essencial para a manutenção e aplicação de tais diretrizes.

Assim, é um fato que há décadas atrás para conseguir ingressar na faculdade de Direito, o estudante obrigatoriamente deveria passar a morar em centros urbanos, já que no Brasil a formação universitária era mais direcionada a aqueles que possuíam boas condições econômicas. Com o passar do tempo, felizmente, as faculdades foram expandindo para as cidades mais periféricas e interioranas. Porém, essa nova realidade trouxe consigo consequências inevitáveis.

Tais consequências vão desde a saturação de profissionais existentes na área, bem como a dificuldade de ingresso no mercado de trabalho brasileiro. Visivelmente, a cada dia que passa, o mercado de trabalho no âmbito jurídico vem se tornando extremamente criterioso, com certa dificuldade de ingresso.

Assim, o real problema é advindo tanto da qualidade quanto na quantidade dos cursos de Direitos existentes no país. Segundo a Organização dos Advogados Brasileiros – OAB – existem cerca de 1.200 faculdades de direito só no Brasil e esse número supera todas as faculdades jurídicas do mundo. Sendo assim, essa situação passa a demonstrar a imensa quantidade de recém-bacharéis que todos os anos são lançados para a tão esperada vaga no mercado de trabalho do país.

Todavia, é inevitável que com a quantidade de cursos de Direito disponíveis, haja instituições que não oferecem uma formação adequada e que preze pela preparação ideal do aluno para que consiga lidar com a realidade pós-universidade. Assim, por diversas vezes, tais recém-bacharéis obtiveram uma formação acadêmica com muitas deficiências. Desse modo, na tentativa de soltar um recém-formado preparado que possa se lançar no mercado, alguns cursos jurídicos acabam por estar inserindo uma pessoa com falta de experiência, de recursos e de capacidade do trabalho em grupo.

Como reflexo a essa realidade, o mercado de trabalho torna-se mais escasso de oportunidades, com ampla concorrência e, sobretudo, saturado de profissionais. A capacidade de trabalhar em grupo, a experiência e a obtenção de recursos, características supracitadas, são itens imprescindíveis para que o meio profissional aceite e insira o indivíduo. Principalmente na área jurídica, em que é crucial a interação com diversas pessoas e a comunicação social. De acordo com Birman, (2000), o modo como o mercado de trabalho funciona determina o modo como irá funcionar os próprios indivíduos.

Assim, é perceptível que o mercado de trabalho é que vai ditar as regras e os pré-requisitos a serem seguidos para que o indivíduo consiga adentra-lo e não o contrário. Dessa forma Pochmann, (2000), explana a responsabilidade social que é atribuída ao indivíduo por sua entrada no mercado de trabalho.

(…) Em síntese, o mercado de trabalho é entendido como independente do funcionamento da economia, cabendo exclusivamente ao indivíduo adaptar-se ao contexto dos empregos existentes, assim como procurando favorecer seu próprio esforço e postura qualitativa como forma de superação da concorrência em relação aos outros. Nesse caso a vítima do desemprego é identificada como responsável pelo próprio desemprego. (POCHMANN, 2000, p.64).

No contexto social atual, principalmente, é atribuída toda a responsabilidade a própria pessoa pra a entrada no mercado, deixando de lado as realidades econômica, histórica, social e política do país. Isso acontece porque são idealizadas qualidades específicas, sem levar em consideração a dura realidade do mercado de trabalho.

Em suma, além do mercado de trabalho brasileiro estar saturado, sobretudo na carreira jurídica, os difíceis pré-requisitos acaba por deixar mais complicada o real início da carreira do recém-bacharel.

2.3 PERFIL DO RECÉM BACHAREL EM DIREITO

Não é novidade que o curso de Direito tornou-se um dos mais demandados no Brasil, chegando a possuir 853.211 estudantes divididos em cerca de 1172 cursos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação em 2015.Hoje, estes números só crescem, fato motivado por ilusões vindas dos estudantes sobre a promessa de grandes salários e garantias de cargos públicos renomados ao adentrar no mercado de trabalho, realidade raramente destinada ao recém bacharel em Direito.

Dessa maneira, esta questão vem despertando preocupações sobre o futuro da área, levantando o receio do Direito tornasse algo banalizado. Atualmente, são colocados no mercado de trabalho mais de 100.000 bacharéis em Direito, ocasionando uma concorrência significativa e que exige, cada vez mais, do novato profissional elementos de diferenciação e destaque perante aos demais.

Sabe-se, que para tornasse bacharel em direito, o indivíduo deve cumprir requisitos que o habilitará para o desempenho de suas funções. Segundo Oliveira (2003, p. 66):

Somente estará habilitado como Bacharel em Direito (e consequentemente, a desempenhar as profissões mencionadas) o aluno que tenha sido efetivamente aprovado após ter cumprido todas as exigências acadêmicas de um curso reconhecido pelo Ministério Educação e Cultura, e que tenha, após a colação de seu grau, o seu diploma registrado pela Instituição de Ensino Superior onde obteve seu grau no Ministério da Educação.

Após a obtenção do reconhecimento como bacharel em Direito, o recém profissional se depara com o grande desafio de ingressar no mercado de trabalho, o qual exige dele o excelente domínio técnico e cientifico, como também, novas habilidades de conhecimento e desenvoltura na área específica de sua atuação.

O perfil desse recém bacharel em Direito é construído durante sua vida acadêmica, tendo grande influência dos educadores e do acesso a materiais didáticos orientados pelos mesmos. Todavia, muitos alunos durante o processo de formação se limitam apenas ao conteúdo e informações transmitidas pelos professores, assumindo uma errônea postura passiva durante sua graduação. Esse realidade, acende um alerta sobre a falta de compromisso e empenho vistas nos estudantes, que demonstram possuir uma grande deficiência interpretativa e crítica perante os assuntos jurídicos, como também do meio social, ao concluírem suas graduações.

Esse perfil negativo do novo profissional agrava-se ainda mais devido as transformações presentes no Direito. A forma de encarar e aplicar o Direito vem modificando-se, deixando de ser uma área totalmente burocrática e destinada a aplicabilidade da lei de maneira engessada. O Direito passou a ter influências do meio externo, como é o caso da aplicação das novas tecnologias, além de assumir uma postura mais instrumental e modernizada, passando a relaciona-se mais profundamente com outras disciplinas, como a sociologia, filosofia e economia.

Essa nova “roupagem” do Direito vem exigindo do aluno a necessidade em torna-se protagonista no seu processo de aprendizagem, desprendendo-se da ideia de existir apenas a transmissão de conhecimento pelo docente como mecanismo de ensino. Assim, a busca por maior capacitação e conhecimento permitirá que o profissional detenha de habilidades criativas e inovadoras nas soluções jurídicas dos problemas os quais for destinado.

Outra característica dos novos bacharéis, é a desilusão advinda da dificuldade em conseguir o emprego desejado. Por escolherem a área com pretensões ousadas de salário e oportunidades, o jovem profissional não possuir a paciência e dedicação na busca de seus objetivos dentro de um mercado concorrido, salientando a falta de vocação de muitos para a área em questão. Isso demonstra que a ascensão profissional do novato é determinada por sua qualidade de formação, capacitação e empenho.

O mercado nunca está saturado para quem é bom. O aluno tem que saber o que quer, otimizar o resultado depois que se formar. É importante, por exemplo, ter uma publicação de qualidade no final da graduação para mostrar para um futuro empregador que ele é diferenciado. (CHIARELLO apud JOTA, 2017, p. 29)

Frente a essa realidade, o perfil do recém bacharel em Direito, demonstra-se ter necessidade em aperfeiçoar-se, para que consiga adequar-se ao novo padrão do Direito no mercado. Dessa forma, o receio com a desvalorização da área perante a formação de profissionais incapacitados ou desprovidos de habilidades básicas intelectuais e jurídicas, evidenciam a carência na existência de bacharéis que obtiveram sua formação enriquecida pelo esforço individual, junto a cooperação dos orientadores, possuindo capacidades críticas, boa desenvoltura e conhecimento diversos na solução das questões e problemas levantados pela sociedade.

2.4 DIFICULDADES DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

Há inúmeros desafios enfrentados pelos recém-bacharéis de Direito a serem ponderados. Hoje, o principal desafio que vem sendo encarado é a saturação do mercado de trabalho, que, por ter inúmeros profissionais especializados no ramo, acaba aumentando intensamente a concorrência na área e, consequentemente, resultando em centenas de desempregados. A maioria dos profissionais desempregados são os recém-formados, pois esses não possuem experiência de atuação e precisam se esforçar para mostrar seu nível de profissionalismo através de outros meios; como: desempenho acadêmico, atuação em estágios, pesquisas publicadas, desempenho em outras áreas similares, etc.

A crise também é outro fator que contribui para com a falta de vagas suficientes para empregar muitos recém-formados. Mesmo possuindo capacidade e profissionalismo de boa qualidade, os jovens profissionais não conseguem se inserir no mercado devido a esse fator alarmante, problema que não é exclusivo para os bacharéis de Direito, mas como também para a maioria das outras áreas de curso superior.

Outro fator suficientemente importante e preocupante que dificulta a inserção dos recém-formados é a falta de preparo para enfrentar o mercado de trabalho e obter êxito. Isso deve-se à falta de qualificação técnica devida, seja por qualidade ruim de ensino, por desvalorização pessoal do curso ou por inexperiência em estágio, sendo o último, fator primordial que prepara o graduando profissionalmente para o mundo jurídico.

O problema em conseguir um bom estágio se deve à falta de interesse do graduando em se destacar academicamente, tendo boa atuação e participação em atividades extracurriculares, e em demonstrar responsabilidade profissional, como, por exemplo, não sabendo se portar ante uma entrevista de emprego.

Diante dessa realidade, muitos bacharéis em Direito optam pelo caminho dos concursos públicos. Esta área requer bastante preparação individual e desempenho de alto nível, pois possui várias pessoas capacitadas, inclusive, de outras áreas, concorrendo entre si. Segundo o e-book na prática (PINHO; ARAÚJO; SILVA, 2016, p.8) “Os concursos públicos para cada cargo são sempre muito disputados. São também boas portas de entrada, que exigem horas e horas de dedicação aos estudos mas oferecem segurança profissional […]”

Outra dificuldade para os bacharéis que escolhem trilhar esse caminho é a diminuição da quantidade de concursos disponibilizados pelo Estado. Em consequência da crise que assola o país, a tendência é a quantidade de concursos diminuir com o passar do anos. Dessa forma, enquanto a situação não melhorar dentre esses diversos aspectos, a inserção no mercado de trabalho ainda é um desafio a ser encarado e superado pelo recém bacharel em Direito.

3 METODOLOGIA

3.1 TIPOS DE PESQUISA

No referido trabalho investigativo foi usada a pesquisa qualitativa, em que objetivou compreender os fenômenos através da coleta de dados narrativos, tendo estudado as particularidades e experiências sobre os desafios dos recém-bacharéis no mercado de trabalho brasileiro. Também foi utilizado a pesquisa quantitativa, usada para quantificar o problema por meio da geração de dados numéricos, tendo sido transformados em estatísticas utilizáveis.

Quanto aos objetivos, foi utilizada a pesquisa descritiva, em que descreveu as características dos novos profissionais do Direito e os desafios enfrentados pelos mesmos. Foi utilizado um tipo de pesquisa de campo que objetivou à aquisição de algumas informações sobre o assunto pesquisado. Em relação aos procedimentos, foi utilizado questionários e entrevistas submetidos aos profissionais da área, no qual se permitiu possuir dados concretos sobre a realidade em questão.

3.2 INSTRUMENTOS, TÉCNICAS E MÉTODOS DE ANÁLISE

Foi utilizada, como técnica de coleta de dados, a observação indireta dos dados. Através da observação indireta houve interação entre o investigador e o sujeito observado, através do guia de observação, que foi um questionário misto escrito, que contou com perguntas abertas e fechadas, dando liberdade aos entrevistados para discorrer sobre o assunto e, ao mesmo tempo, ofereceu opções de respostas diretas e objetivas.

Foram usados os métodos dedutivo, indutivo e descritivo:

Dedutivo: Foi feito uma busca generalizada sobre qualidade de vida do recém-bacharel e posteriormente comparou-se à realidade do mercado de trabalho.


Indutivo: Foi realizado um estudo das observações de casos da realidade concreta.

Descritivo: Foi feito uma pesquisa com visão ampla das dificuldades enfrentadas na inserção no mercado de trabalho.

3.3 SUJEITOS E ESPAÇO DA PESQUISA

Foram considerados sujeitos da pesquisa os recém-formados no curso de Direito, os quais estivessem, ou não, exercendo trabalho fixo, com faixa etária entre 21 a 40 anos de idade. Houve a participação de 10 bacharéis tanto do sexo masculino como do sexo feminino.

Tal elucidação foi importante para demonstrar a inteligibilidade e clareza da referida pesquisa, que reuniu informações acerca da realidade e das expectativas dos recém-formados a respeito do mercado de trabalho brasileiro. Teve como espaço de pesquisa os instrumentos tecnológicos como e-mail e rede social (WhatsApp).

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Para a melhor compreensão do tema, fez-se necessário a coleta e análise de dados acerca da problemática dos desafios enfrentados pelo recém-bacharel de Direito na entrada no mercado de trabalho. Através de um questionário misto escrito, disponibilizado por meio das redes sociais, utilizou-se a pesquisa quantitativa, como também a qualitativa, possuindo caráter descritivo; evidenciando as características dos novos profissionais do Direito e os desafios enfrentados pelos mesmos. Dessa forma, conseguiu-se ter o levantamento das principais dúvidas recorrentes sobre o tema abordado, possibilitando uma compreensão mais aprofundada e permitindo que surjam soluções eficazes para o problema exposto.

No contexto do artigo, a análise e a discussão dos dados têm por finalidade assimilar as propostas da pesquisa. Desse modo, antes de examinar as informações obtidas através da técnica de análise discriminante com as questões objetivas, será analisado os dados e as partes das informações pertinentes sobre as questões descritivas.

A pesquisa aponta que 60% dos entrevistados são do sexo masculino, em contraposição aos outros 40% que são do sexo feminino.

Na pesquisa de campo também foi constatado que o corpo de recém bacharéis do curso de direito é composto, em sua maioria, por jovens na faixa etária de 22 a 24 anos representando 60% da amostra, ou seja, 6 entrevistados. Com 30% encontram-se os indivíduos com idade entre 25 a 27 anos e, por fim, consta-se apenas um entrevistado com mais de 27 anos.

Em relação à prática profissional na área em questão, 80% dos entrevistados, mesmo tendo se formado na faculdade recentemente, está exercendo trabalho no âmbito jurídico, em contraposição aos outros 20% que não está.

Além disso, apenas 10% dos entrevistados teve sua escolha pelo curso de direito influenciada pelo decorrente “status” econômico e/ou social que ele traz. Em contraste, 90% negou qualquer atuação de tais suposições em sua opção.

Neste estudo foi observado que apenas 30% dos entrevistados acham que a instituição de ensino em que se formou lhe possibilitou boas condições e satisfatória preparação para a entrada no mercado de trabalho. Já o restante, 70%, acredita que a instituição de ensino não ofereceu capacitação adequada.

Em relação ao total da amostra foi apresentado que apenas 20% do total, não encontraram quaisquer dificuldades na entrada do mercado de trabalho. Contrariamente, 80% das pessoas entrevistadas alegaram dificuldades como: falta de oportunidade no mercado; pouca demanda de emprego para muita procura; jovens advogados com concorrências desleais por quem já está há muito tempo no mercado e dificuldade para adquirir a carteira da Ordem dos Advogados (OAB) para exercer a profissão.

A amostra também apresenta um percentual de 20% que discorda da suposição da saturação do mercado, um de 10% que não soube responder e um percentual de 70% que acredita que o mercado de trabalho atual está, sim, saturado. Esses últimos alegam que isso acontece principalmente à falta de critérios para a abertura de novos cursos de direito, pois tal ato ocasiona a entrada de milhares de bacharéis despreparados.

A análise de dados serviu para fomentar e enriquecer o presente artigo científico, demonstrando que, na prática, a comparação entre as opiniões respondidas pelos profissionais da área do Direito e os questionamentos descritos anteriormente no referencial teórico, houve consonância, como também divergências, referentes aos desafios na entrada no mercado de trabalho.

A partir da coleta dos questionários, podemos inferir que os recém profissionais de Direito são de ambos os sexos, demonstrando uma porcentagem maior masculina (60% dos entrevistados, em contra partida dos 40% declarados do sexo feminino), além de possuírem idades diversas, desde os 22 aos 40 anos.

Como supracitado, a alta requisição ao curso de Direito é evidenciado por diversas questões, como é o caso do grande leque de oportunidades de emprego em diversos segmentos, podendo advogar ou prestar concurso público, e ainda o prestígio e valorização decorrentes da atuação nessa área. Segundo Campos (2011):

Escolher uma profissão porque dá status e paga bem pode ser atraente, mas também arriscado. Cada tempo tem uma moda e uma carreira que hoje oferece salários altos não será necessariamente uma boa opção no futuro. Mesmo assim, dinheiro e prestígio social costumam pesar na decisão dos estudantes.

Entretanto, nos resultados da análise de dados, 90% dos entrevistados expuseram que a escolha pelo curso de Direito não foi influenciada pelos “status” econômicos ou sociais que o curso poderia trazer. Assim, podemos inferir que, entre os profissionais escolhidos, não houve convergência com a visão anterior de que o prestígio e o “status” sociais eram um dos motivos principais para a escolha do curso em questão.

Referente à preparação dada pelas instituições de ensino, 70% dos entrevistados expuseram que não tiveram boa capacitação. Esses dados só fomentam que uma grande parcela das instituições brasileiras não oferecem uma formação adequada e que preze pela preparação ideal do aluno para que consiga lidar com a realidade pós-acadêmica. Assim, por diversas vezes, tais recém-bacharéis obtiveram uma formação acadêmica com muitas deficiências. Dessa forma Santos, (2011, p.1), explana sobre o dogmatismo presente no ensino dos cursos de Direito, evidenciando que:

A passividade domina o meio acadêmico. Os estudantes quando ingressam à graduação adequam-se a esse modelo de ensino e resistem às mudanças que pretendam fazer com que os mesmos construam respostas próprias as problemáticas que lhes sejam propostas.

Por meio do questionário, também conseguimos visualizar que 80% dos novos profissionais do Direito exercem trabalho no ramo, mesmo enfrentando obstáculos na inserção ao mercado de trabalho. Referente a tais desafios que foram enfrentados, 80% dos entrevistados demonstraram encontrar dificuldades.

Assim, o entrevistado X respondeu que:

“Muitos escritórios são formados por estruturas familiares o que dificulta a inserção de profissionais que não possuem qualquer vínculo nesse sentido. A esses profissionais sobra apenas a inserção em escritórios que trabalham com grandes volumes de demandas repetitivas, que terminam por serem exploradoras e com remunerações verdadeiramente insatisfatórias.”

Ainda referente à questão discutida, o profissional Y, que participou dessa análise de dados, também inferiu que:

“Apesar de ainda não estar inscrita nos quadros da OAB, requisito indispensável para o exercício da advocacia, é possível analisar as dificuldades encontradas para o ingresso no mercado de trabalho, nessa atividade. Entre elas, os critérios usados para seleção dos novos profissionais na área, como por exemplo, exigência de experiência, sendo que, em muitos casos, o jovem advogado não teve a oportunidade de exercer a prática durante a graduação.”

Outro fator de destaque que influencia no surgimento de obstáculos na entrada no mercado de trabalho é a saturação. Ao serem indagados sobre esse ponto, 70% dos entrevistados responderam que o mercado direcionado aos operadores do Direito está saturado. Isso se deve ao grande número de bacharéis que são colocados por ano no mercado brasileiro, como também a recorrente escolha pelos mesmos setores de atuação. Isso demonstra que a saturação do mercado de trabalho é uma problemática a ser superada.

É certo que, há alguns anos atrás, para se formar em Direito, o estudante tinha que se mudar para grandes centros urbanos para completar o curso. Entretanto, nos dias atuais o problema mora na quantidade e qualidade de novos cursos de Direito que estão à disposição em todo o Brasil. Esse fator implica muito no crescimento de milhares de bacharéis a cada ano, tornando o mercado para esses profissionais cada vez mais competitivo e escasso de oportunidades. (FERNANDES,2017).

Referente ao ponto supracitado, o entrevistado W explanou:

“De fato, o mercado de operadores do Direito encontra-se amontoado de pessoas, todavia, são raros os profissionais que realmente depreendem as suas forças com presteza e qualidade. Hoje, com exceções pontuais, os profissionais da área jurídica se valem de expedientes positivistas, sem confrontar-se com aspectos sociais e, por toda sorte, não elaboram uma dinâmica propensa ao labor do dia a dia. Dessa forma, existem muitos juristas ociosos, muito por causa da falta de proporção entre a realidade fática, expectativa econômica e capacidade intelectual, tanto em temas sobre o Direito quanto empreender corretamente as suas qualidades.”

Assim, podemos concluir que os recém-bacharéis do Direito, em sua maioria, encontram dificuldades na inserção no mercado de trabalho. A saturação, à mal capacitação por parte das instituições de ensino e a pouca experiência e qualificação por parte desses profissionais, são os principais fatores apontado como responsáveis pelo problemática da entrada ao mercado de trabalho. Dessa maneira, é evidente que os novos profissionais da área devem ter a consciência dos obstáculos existentes e buscar, através de seus esforços individuais, a superação dos mesmos.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, dado o conteúdo apresentado, é evidente que, com as dificuldades de inserção no mercado de trabalho, o recém-bacharel de Direito necessita superar obstáculos para o êxito na obtenção de emprego. Referente à falta de devida preparação por parte da instituição de ensino, faz-se necessário uma mudança nesse aspecto, de forma que haja incentivo para a realização de estágio, para que, dessa forma, o acadêmico se familiarize com sua área e adquira um pouco de experiência com profissionais formados, como também com aulas e palestras de preparo que explanem o panorama do mercado de trabalho, os desafios que serão enfrentados e como enfrentá-los, para que dessa forma o recém-profissional se destaque perante os demais e supere a saturação do mercado de trabalho.

Outro fator relevante é a busca e aquisição de secundarias capacitações, como é o caso de cursos de informática e gestão, além de capacitações mais aprofundadas e específicas no setor em que o novo profissional escolheu seguir carreira.

O diferencial de um profissional da área do Direito há cerca de 10, 15 anos era considerado o conhecimento de administração, gestão, contabilidade, matemática financeira. Hoje, entretanto, aponta Hartmann, o mais importante, e o que vai garantir uma carreira de mais oportunidades, é o conhecimento de tecnologia e, consequentemente, de programação. (VIVIANI,2017, p.1)

Com isso, constata-se que os desafios enfrentados pelos recém-bacharéis de Direito, ocorrem pela falta de qualificação, tornando-os impotentes em um mercado em que já existem profissionais mais capacitados e experientes. Como dito por Formigone (2017) “o mercado de trabalho não está saturado. O mercado de trabalho se tornou mais competitivo, e altamente seletivo. Portanto, o profissional de direito precisa estar qualificado para enfrentar a competição. Simples assim”.

Em relação a trabalhos futuros este artigo fornece algumas opções no que diz respeito à continuidade sobre os desafios dos recém-bacharéis na inserção no mercado de trabalho. Entende-se que, para o recém-bacharel de Direito, conseguir a obtenção de êxito frente às dificuldades de inserção no mercado de trabalho se faz necessário uma qualificação adequada por parte da instituição de ensino. Na pesquisa em questão, tivemos a comprovação de que a maioria das faculdades de Direito não preparam adequadamente seus estudantes, segundo os próprios profissionais da área entrevistados, porem seria interessante um novo estudo que abordasse com maior detalhamento as falhas existentes dentro das universidades, conseguindo encontrar soluções para essas lacunas na formação acadêmica.

Atualmente, o novo profissional do Direito enfrentar grande dificuldade na busca de estágio, sendo uma ferramenta de suma importância para a formação profissional, pois aproxima o universitário da sua futura área de atuação. Para superar esse obstáculo, deve-se ter por parte das instituições de ensino incentivo e preparo na busca de um estágio que dê condições necessárias para o enriquecimento profissional. Além disso, é importante que a própria universidade disponibilize estágio que ofereça tais condições.

No presente artigo, tivemos a percepção de que existe uma desvalorização da remuneração por parte dos recém-bacharéis que ainda conseguem se inserir no mercado. Devido à saturação do mercado, os novos profissionais, quando conseguem se inserir, acabam por aceitar salários abaixo dos padrões da área onde muitas vezes acarretam em prejuízos financeiros para o próprio profissional, como também, trazem uma visão negativa do Direito perante a sociedade. Dessa forma, seria de grande valia a realização de um estudo para compreender com maior detalhamento as causas e prejuízos, devido a essa desvalorização econômica do meio em questão.

REFERÊNCIAS

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Autores:

Kate Emilly Carvalho é Bacharelanda do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE). E-mail: kate-carvalho@hotmail.com

Nara Letícia Vieira de Carvalho é Bacharelanda do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE). E-mail: nara_carvalho25@hotmial.com

Rafael Lopes Dias é Bacharelando do Curso de Direito da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE). E-mail: rafaellopesd0112@gmail.com

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